Ando de autocarro sim.... a paragem é mesmo á porta de casa e saio mesmo á porta do trabalho!
Ando de autocarro. Não por ser barato, não por ser prático, mas porque sofro de frotteurismo. Para quem não sabe o que isso é, pode-se dizer que tenho pancada por me roçar em pessoas em transportes públicos.
Então quando o condutor manda uma bruta travagem, pra vocês é um moche de velhas, pra mim é uma orgia. E é só talões do euro milhões a voar.
E o cheiro?? logo de manhã que até pareçe que ninguém tomou banho... hummm que bom! "I love this crazy smell by the morrrrning!"
Sou um frotteurista assumido, até vou mandar imprimir uma t-shirt com o lema do clube: “cabe sempre mais um”. E é nesses momentos, que o condutor grita - “ò pá, cheguem-se lá pra trás!”; e eu respondo – “por mim ‘tasse bem, não se incomodem”. *Roça, roça, roça*.
Dentro do autocarro, vive-se uma pequena comunidade onde há regras. Para os jovens, há que estar sentado no sítio certo. Os bancos de trás, é para malta super hiper mega fixe, os da frente é pra os otários. Maior parte da juventude prefere a parte traseira, para ser mais fácil dar à sola caso apareça o pica bilhetes.
Em relação à segurança, nos autocarros antigos existia à frente do banco um ferro para as pessoas se segurarem. Que era perfeito caso houvesse um acidente, bater-mos lá com as trombas. Caso o autocarro capote e fique em chamas prestes a explodir, há que fugir partindo uma janela. Mas atenção que só naquelas janelas que tenham um autocolante a dar permissão, lembrem-se disto quando tiverem em pânico. Nas paredes do autocarro, existe uma pequena base vermelha, onde supostamente existia um martelo. Caso tenham sorte do puto estúpido que o roubou esteja naquele autocarro, o martelo não serve de nada, pois é tão fatela que só parte o vidro, caso encontrem o ponto fraco… mais uma tarefa para o impedir de entrar em pânico.
Mas no autocarro também existe amor, por conveniência:
- “Ai dama tava a ver que não conseguia apanhar este autocarro, iria chegar atrasado se o perdesse! É que ainda é uma hora de caminho...”. E ficam uma hora a lamberem-se que nem gatos. Afinal não curto roçar-me em pessoas, gosto é de ver sexo erótico ao vivo. Como o dia já tivesse começado bem, ainda tenho que andar no autocarro de pau feito.
2 comments:
bem... mas que aventura andar de autocarro contigo... lol
POBREEEEEEEEEEEEEEE…
Gente pobre anda de autocarro.
Eu já fui pobre mas não andava de autocarro… andava de comboio, na famosa linha de Sintra.
Ya, a meNINA eh uma dama, eh da linha de Sintra.
Ás vezes até tenho saudades de andar 45 minutos naquela coisa e fazer concursos com os meus amigos para ver quem conseguia suster a respiração durante mais tempo.
Giro, giro era vermo-nos uns aos outros a mudar de cor quando o “quim” estava ah pinha e pairava no ar aquele odor a Caldo Verde logo pela manhã (yuckkkkkkk… eu não gosto de vegetais, legumes e essas tretas, só de nabos, claro).
E depois sentir uns certos enchumaços na nossa traseira e ter o delicioso prazer de espetar com o salto do sapato no pé da criatura, já para não dizer o quanto era divertido ver as criaturas a dormirem de boca aberta, a babarem e a roncarem que nem uns porcos.
E ainda mais giro era quando entravam os gangs da Damaia/Benfica/Amadora/Massamá e Cacém a pregar uns valentes sustos ao pessoal… Ai os malandros, não tinham juízo nenhum.
E ver aqueles coitadinhos a pedirem esmola (esses partiam-me o coração), uns não tinham família, outros trabalho, outros tinham doenças incuráveis, etc.. etc.. e eram todos vizinhos, pelo menos saiam em Campolide. Que terra triste. Enfim..
Ai… ai…. Tempos que não voltam mais (GRAÇAS A DEUS).
Aqui a Cinderela agora só anda em transportes privados.
Eh para quem pode ;o)
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