Os corta-unhas e outras homossexualidades
É das piores coisas que se podem partilhar. Imaginar que os outros cortaram os cantos gigantescos das unhas grandes do pé com o mesmo corta-unhas que vamos usar. E pior é cortar as unhas das mãos com um corta-unhas usado por outra pessoa para cortar as unhas dos pés. É interacção semi-erótica desfasada no tempo. “Eu dei-lhe uma massagem aos pés” até que é bom, mas neste caso não foi bem isso mas “cortei as unhas das mãos com o corta-unhas que ela usou nos pés”. Isto na rara possibilidade de eu alguma vez ter acesso a esse corta-unhas. É quase tão mau como a escova dos dentes. Mas enquanto partilhar a escova dos dentes até pode ser semi-erótico, se a gaja for boa e usar cuecas fio dental, mas partilhar o corta-unhas nunca o é. Nem que o fio seja dental à frente e atrás. Há coisas que não devem ser partilhadas. Mas bater no fundo, é partilhar a pomada para as assaduras anais com aplicador. O caso do aplicador parece-me óbvio. Poderá quase ser homossexual. E se houver refluxo da pomada então o nível de gayzice torna-se máximo. Mesmo só a simples partilha do tubo de pomada torna-nos semi-homossexuais. Porque, seguindo a ordem normal das coisas, a aplicação de um creme anal será dedo-tubo dedo-esfíncter dedo-tubo dedo-esfíncter...Há novamente contacto anal com outra pessoa em tempos desfasados. Mas existe. Só na própria análise à próstata, devido à existência de luvas, e em parte pela bata também (“Está apenas a fazer o seu trabalho”, “Meter dedos no cú é o trabalho de qualquer proctologista”) é que o contacto pode não ser transformado num caso de homossexualidade séria.Aliás, que raio de médico escolhe como especialização proctologia?
“Que faz na vida? Sou proctologista. Quê? Meto dedos no cú. No seu? Não. No dos outros.”A mim parece-me que certas especializações não se escolhem. Pediatra por exemplo. É sabido que estes puxam a pele do prepúcio para trás a crianças até aos 14 anos, toca-lhes de maneiras que devem ter levado muita gente dentro, metem-lhes um pauzinho na boca para espreitar e ver qualquer coisa com a lanterninha de bolso.
Outra especialização: Ginecologista (“Coisas das mulheres”). O ginecologista passa o dia com os dedos “lá dentro”. Isso conta como infidelidade? Porque é que ele pode e eu não? “Hoje meti-os em onze gajas”, diz ele para os amigos. Os amigos invejam-no. Se algum for mecânico, quanto muito ouviu os peidos do bate-chapas durante o almoço enquanto comia a sandes de entremeada. O único sítio onde meteu os dedos foi numa lata de óleo para procurar parafusos.Não deve haver profissões mais invejadas. O problema são as relações. “Cheiras a rata. Estiveste com outra?”. Há sempre desculpa. "Estive a fazer o meu trabalho". Ok… sei que me afastei um pouco do tema inicial, mas não sei mais que dizer… vou fazer um daqueles testes psicotécnicos para ver em que é que me hei-de especializar… mais tarde divulgo que profissão é que tem mais características, para ser realizada com sucesso pela minha pessoa.
1 comment:
Não percebo.. Não percebo e não percebo..
O corta unhas eh um objecto nojento para partilha?!!!! NE NADA!!!
Se me viesses dizer que mete nojo partilhar um cottonette ou um supositório, eu aí, hesitava, mas até concordava.
Há coisa maiiiii romantica que partilhar um corta unhas??
“Ora corto eu, ora cortas tu... oopsss... essa unha esta encravada, querido... e a tua esta com uma falha... Não admira que as tuas meias andem sempre com buracos, seu malandro” (ISTO EH LINDOOOOOOOOOOOOOOOOOOO).
A conversa tá boa mas vamos eh tratar dos cascos que o preço das peúgas está pela hora da morte.
:o)
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